Covas do Rio

Sede da freguesia com o mesmo nome, Covas do Rio está instalada quase no topo da Ribeira de Deilão, na base do Monte de S. Macário, fazendo dela parte os seguintes lugares: Pena, num pequeno e fundo circo de onde procede um afluente daquela ribeira; Covas do Monte, num ponto onde o vale que procede do chamado Portal do Inferno se alarga de modo a conter a povoação e uma área de campos surpreendentemente extensa.

Crê-se ter existido, onde hoje se situa a sede, um primitivo povoamento, da época lusitano – romana. Alguns lugares desta freguesia aparecem mencionados desde os começos da nacionalidade, ou mesmo antes.

Assim, numa carta de venda de 1009 ou, em 1096, no documento pelo qual um monge de Arouca, sisnando, fez doação ao mosteiro de muitos bens que possuía «in Penafiel de covas de Rio». Noutro documento de 1078, a referência é: «in território de Pennafidele de Covas, discurrente rivulo Sur».

O termo «Pennafidele» estará na origem da aldeia da Pena, se bem que uma lenda lhe assinale uma outra: para fugirem de uma enorme serpente que a todos pretendia engolir-mas que terá acabado morta por um indivíduo mais engenhoso – os habitantes da primitiva povoação, que se situaria num lugar chamado Barroso, mudaram – se para actual localização, não sem dizer que era Pena mudarem. Ali perto, ao longo da vertente para os lados de Covas do Rio, há a cova da serpente, pequena depressão que se relaciona com a serpente da lenda.

[in “O Maciço da Gralheira” de Mário de Magalhães Araújo Ribeiro em edição da Câmara Municipal de Arouca]

Coordenada Geográfica:
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